domingo, agosto 28, 2016

Nyusi em maré baixa

Holanda, Suécia e Itália “indisponíveis” para receber Nyusi
Numa altura em que o país continua a precisar de encontrar mecanismos para lavar a sua imagem junto da comunidade doadora internacional, as démarches do executivo liderado por Filipe Nyusi, nessa direcção, continuam a não surtir efeitos positivos.
Exemplo disso, é a nega de receber o presidente moçambicano, que acaba de ser manifestada por três países europeus, nomeadamente a Holanda, Suécia e Itália. Naquilo que pode ser considerado subterfúgios para esconder as reais razões do “não”, os países alegaram questões de falta de disponibilidade dos dignitários com quem Filipe Nyusi pretendia manter encontros estratégicos.
No entanto, acredita-se que por detrás da nega “concertada” estarão questões relacionadas com a difícil digestão do escândalo das “dívidas escondidas”, que praticamente atiraram o país ao caixote de lixo do ponto de vista de performance macro económica.
A ideia de Filipe Nyusi era terminar o périplo pelos três países e, logo seguir para Nova Iorque e Washington D.C., nos Estados Unidos da América (EUA).

Diálogo de paz interrompido em Moçambique

Governo e Renamo com pontos divergentes quanto ao cessar-fogo.
O grupo de mediadores do diálogo político anunciou, ontem, 24, a suspensão temporária das suas actividades e o regresso aos respectivos países, deixando para trás, divergências extremas sobre os mecanismos da cessação imediata das hostilidades militares entre o Governo e as tropas fiéis à Renamo.
Ao fim de seis horas de uma sessão que deixou visível o nervosismo por parte da equipa de mediação, com particular destaque para Mario Raffaelli, coordenador da equipa, foi apresentada uma declaração à imprensa, que deixava clara a inflexibilidade das partes sobre o estabelecimento de tréguas.
O ponto sobre a suspensão das hostilidades foi baseado numa proposta da mediação, que apresentou como ponto prévio, a necessidade de um contacto directo com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, situação que está condicionada ao estabelecimento de tréguas imediatas, cuja operacionalização divide as partes.
“A delegação da Renamo concorda com a visita dos mediadores/facilitadores internacionais ao presidente da Renamo. Para o efeito, aceita uma trégua temporária junto da Serra da Gorongosa, desde que o Governo retire as forças ali esta­cionadas, devido ao iminente perigo de insegurança que aquelas posições representam”, refere o comunicado de imprensa.
A delegação do Governo defende, por seu turno, que a suspensão das hostilidades não se deve circunscrever apenas na região da Gorongosa, mas em todo o território nacional e recusa o condicionalismo da Renamo, sobre o afastamento das Forças de Defesa e Segurança.
Os mediadores que retornam a Maputo em meados de Setembro, apelam as partes a se absterem de todas as acções que atormentam o povo moçambicano.
Fonte: Voz Voz da América – 25.08.2016

sexta-feira, agosto 26, 2016

Mediadores propõem presença de observadores internacionais para o cessar-fogo

Os mediadores do diálogo político propõem a presença de observadores internacionais para a cessação dos ataques armados no país. A proposta foi hoje divulgada por escrito, e diz que a cessação dos ataques deve abranger Gorongosa, onde se supõe que esteja o líder da Renamo.
Os mediadores consideram que, para o efeito, deve ser criado um grupo de trabalho capaz de estabelecer as condições para um corredor desmilitarizado para o encontro com Afonso Dhlakama, e, também, manifestam o interesse por um cessar-fogo definitivo, que restabeleça a paz.

Fonte: O País – 26.08.2016

quinta-feira, agosto 25, 2016

O governo levantou um processo contra a Joana Pereira?

Governo levantou um processo contra a moçambicana Joana Pareira que subiu ao pódio com bandeira da Renamo?

Eu não acredito que isso tenha acontecido ou esteja a acontecer ainda que não sei as bases legais desse processo. Contudo, o que não me faz acreditar é que os sucessivos governos da Frelimo nunca levantaram processos contra os que frelimizam as instituições públicas e não menos contra o Faizal Sidat, o ex-presidente da Federação Moçambicana de Futebol que em 2008, usando da Célula Olímpica promoveu uma campanha eleitoral nas autarquias de Nampula à favor dos candidatos da Frelimo.

E as coisas não param aqui, pois se lembrados, no início do Moçambola'2014 foi a Pemba o então candidato da Frelimo à Presidência da República para fazer tudo aquilo que um com boa memória pode não se esquecer. O governo patrocinou tudo isso e não processou a ninguém. Porquê?

Para mim, a Joana Pereira simplesmente demonstrou que desportistas podem ser de todos os partidos, ainda que esses todos partidos sejam moçambicanos. Para ela demonstrou a unidade na diversidade. Tolerem-na ou tomem conta do seu recado.

Bibliografia: aqui, aqui e aqui

1. http://noticias.mozmassoko.co.mz/2016/08/governo-levantou-um-processo-contra-a-mocambicana-que-subiu-ao-podio-com-bandeira-da-renamo.html

2. http://comunidademocambicana.blogspot.se/2008/11/faizal-sidat-est-criar-problemas-em.html

3. http://www.verdade.co.mz/desporto/44668-mocambola-2014-jogo-inaugural-a-22-de-marco-em-pemba



quarta-feira, agosto 24, 2016

10 MUNICIPE DE NAMPULA

12 NAMPULA POPULACAO EXIGE

MUNÍCIPES EXALTAM REALIZACÕES E FALAM DE ASPIRACÕES

Nos 60 anos da cidade de Nampula


A cidade de Nampula celebra na próxima segunda-feira, 22 de Agosto, o 60˚ aniversário de elevação à actual categoria. Alguns munícipes abordados pelo nosso jornal para avaliação do presente estágio de desenvolvimento sócio-económico da urbe, exaltaram as realizações levadas a cabo pela edilidade nos últimos tempos, com destaque para as intervenções havidas na área de estradas, locais de lazer, recolha de resíduos sólidos, entre outras, tendo, porém, pedido um maior cometimento dos gestores municipais na área de saneamento público e abastecimento de água. Ler mais

"- Carta aos detratores da marcha do dia 27!

É por muitos sabido, que no próximo sábado, dia 27 de Agosto de 2016, realizar-se-á na capital moçambicana, Maputo, a «Marcha Popular pela Paz» sob o lema: “O POVO JÁ NÃO AGUENTA: STOP GUERRA, STOP FOME”, organizada pelo Painel de Monitoria do Diálogo Político para Paz.

Conforme mostra o cartaz de propaganda (imagem 1), a marcha terá como ponto de concentração na Estátua do arquitecto da Unidade Nacional, Eduardo Mondlane, pregada junto da avenida baptizada como o seu nome, como tem sido recorrente quando se realizam manifestações na Cidade de Maputo.

Contudo, desde a data que nos separa da divulgação do evento até ao dia de hoje, circulam pelas redes sociais, mensagens provindas de um “grupo” de jovens e demais quadros(?)* procurando descredibilizar e abalar a essência da visada marcha, rotulando-a como uma encomenda da famosa “mão-externa”.

1. O que dizem as mensagens dos detratores?

Os detratores, nas suas mensagens (imagem 2), apontam que a marcha de sábado não tem a sua razão de ser. É irrelevante e visa a prossecução de interesses de cunho eminentemente político-partidário, ou ainda, visa criar desordem, vandalismo, proferir impropérios contra os órgãos de soberania do Estado.

04 TRANSLADACAO 2

A demora na transladação de corpos de dois agentes da PRM agitou hoje a morgue do hospital central de Maputo. 

Os familiares queixam-se da demora e falta de comodidade dos transportes disponibilizados pelo Ministério do Interior. Ver (Video)  MIRAMAR

segunda-feira, agosto 22, 2016

Mediadores apresentam proposta de cessar-fogo imediato

Os mediadores internacionais nas negociações de paz em Moçambique apresentaram uma proposta às delegações do Governo moçambicano e da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) para a cessação imediata das hostilidades militares, anunciou hoje o porta-voz do grupo de mediação.
Falando durante uma conferência de imprensa em Maputo, no fim de mais um encontro da comissão mista, Mario Raffaelli disse que a proposta foi entregue na sexta-feira e que as partes continuam a analisar o documento, escusando-se a comentar o seu conteúdo.
“É uma proposta que toma em consideração o que foi discutido com as duas partes nos encontros que tivemos em separado”, referiu o antigo mediador chefe do Acordo Geral de Paz, firmado pelo Governo e pela Renamo em Roma em 1992, acrescentando que existem “pontos sensíveis” e que precisam de mais discussão.
“Agora começamos a confrontar as posições, tudo em busca de uma solução satisfatória para todos”, acrescentou Mario Raffaelli, que é um dos nomes indicados pela União Europeia para o processo negocial em curso. 

Lusa in Magazine Independente – 22.08.2016

sábado, agosto 20, 2016

TIRO NO PRÓPRIO PÉ?

Estes manos da Frelimo não devem estar desnorteados?
S. Excia Senhor Governador de Manica, Senhor Alberto Mondlane,
Nós moçambicanos já sabemos que a capacidade de roubar do Estado faz parte da meritocracia para se ser nomeado a dirigente nos diferentes escalões dos governos da Frelimo, desde os meados da década 80. Sabemos ainda que crimes eleitorais recompensam-se se nomeando a “gestor” da coisa pública. Ora, porquê acreditariamos que o “camarada” Sábado Malendza fora exonerado por ter roubado apenas 10 000 000 Mt (dez milhões de meticais) do Estado? Nós moçambicanos só acreditamos que o “camarada” Sábado Malendza será promovido nos próximos dias como sempre tem acontecido para com os seus camaradas em todo o país.
E vocês não são culpados, a culpa é de quem gosta do que vocês fazem e continua a dar voto a vocês e não só...

Em sociedades sãs, o pronunciamento do PR Nyusi e do governador Alberto Mondlane em relação o caso Malendza seria severamente punido primeiro pelos dos membros e simpatizantes do partido que dirigem – a Frelimo. Este caso teria sido UM TIRO NO SEU PRÓPRIO PÉ.


SÁBADO MALENDZA/GOVERNADOR DE MANICA DESFAZ EQUÍVOCOS


O governador de Manica, Alberto Mondlane, desmentiu hoje que a exoneração de Sábado Teresa Malendza, do cargo de administrador do distrito de Vanduzi, província central moçambicana de Manica, esteja relacionada com o rombo financeiro de dez milhões de meticais (no cambio corrente, o dólar americano equivale a aproximadamente 73 meticais) do erário público.

quinta-feira, agosto 18, 2016

Liga dos Direitos Humanos de Moçambique acusa Governo e Renamo de crimes de guerra

A presidente da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique (LDH) considerou hoje em Maputo que o Governo moçambicano e a Renamo, principal partido de oposição, estão a cometer crimes de guerra, pedindo a intervenção da justiça penal internacional.
"Em Moçambique há crimes de guerra, o que se passa são crimes de guerra, precisamos do Tribunal Penal Internacional", afirmou Alice Mabota, falando durante o lançamento do "Relatório da Crise de Refugiados Moçambicanos no Malaui e a Situação dos Direitos Humanos (2015-2016)".
Mabota acusou as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas de cometerem atrocidades nas zonas em que se confrontam com o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, referindo que o Estado está a falhar na proteção dos cidadãos indefesos.
"As atrocidades cometidas pela Renamo são atos de bandidos que devem ser levados a tribunal, mas as atrocidades cometidas pelas Forças de Defesa e Segurança eu não perdoo, porque a missão do Governo é proteger a todos nós", afirmou a presidente da LDH.
O relatório hoje apresentado pela LDH diz que o fluxo de refugiados moçambicanos no Malaui foi provocado por sistemáticas violações e abusos dos direitos humanos causados pelas Forças de Defesa e Segurança moçambicanas.
"As evidências ilustram que o motivo do fluxo de refugiados moçambicano para o Malaui prende-se com as sistemáticas violações e abusos dos direitos humanos protagonizados pelas FDS (Forças de Defesa e Segurança), no âmbito da tensão político-militar que o opõe o Governo e a Renamo", lê-se no documento.
A pesquisa da LDH diz que foram reportados 13 assassinatos nas zonas de proveniência dos refugiados em Moçambique por parte das FDS contra três protagonizados pelos homens armados da Renamo.
O Governo e a Renamo alcançaram na quarta-feira consensos em torno de reformas legislativas visando o aprofundamento do processo de descentralização administrativa do país, mas ainda não há detalhes sobre o entendimento, que foi atingido no âmbito de negociações em curso destinadas à restauração da estabilidade no país.
A Renamo exige governar em seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014, acusando a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), de ter cometido fraude no escrutínio, para se manter no poder.

Fonte: LUSA – 18.08.2016