sexta-feira, novembro 17, 2017

Sobre os acontecimentos no Zimbabwe

No meu ponto de vista, o que está a acontecer no Zimbabwe é bom e podia ser uma lição (modelo) para toda África. Pode ser que os militares fizeram tudo sem contar com o resultado final e nem Mugabe não tenha contado com o que possa acontecer no Zimbabwe nos próximos anos.

1. Pode ser que estes acontecimentos melhorem  a democracia interna no ZANU-PF mais do que se o
Emmerson Mnangagwa  ou a Grace Mugabe fossem indicados por um único homem – Robert Mugabe. Não julgo haver dúvidas que o sucessor de Mugabe será escolhido pelos militares veternanos, mas os zimbabweanos não reagirá doutra forma quando estes tiverem a oportunidade soberana ?
2. Pode ser que estes acontecimentos venham a abrir muito mais a consciência dos zimbabweanos, assumindo que só eles podem fazer mudanças no Zimbabwe e é pelos votos. Tenho dificuldades de acreditar que os que festejavam nas ruas, aquilo que me fez lembrar o golpe de Estado  em Portugal, era por prisão domiciliária do Presidente Mugabe por algumas horas.

3. O problema do clássico golpe de estado em África é de muitas vezes eliminar a democracia ou o processo democrático. Os militares por mais que digam que é para restaurar a democracia, sempre vêm com um período de transição que lhes permite formar um partido e abocanhar o poder para “sempre.”

Patrões moçambicanos defendem congelamento de aumentos salariais e do 13.º mês

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior associação patronal do país, propôs hoje ao Governo moçambicano o congelamento em 2018 do aumento nos ordenados e do 13.º mês, visando atenuar o desequilíbrio das contas públicas.
A CTA defendeu um pacote de medidas a serem seguidas pelo executivo no próximo ano, durante o V Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios no país.
"Na perspectiva da austeridade da despesa pública, precisamos de ir a fundo nas reformas, para enfrentar os desequilíbrios, introduzindo medidas como o congelamento dos aumentos salariais em 2018 e suspendendo o 13.º mês", declarou o presidente da CTA, Agostinho Vuma.

Exército anuncia detenções de pessoas próximas de Mugabe

O exército do Zimbabwe, que controla a capital Harare, anunciou, hoje, que deteve pessoas próximas do Presidente, Robert Mugabe, e congratulou-se pelos "progressos significativos" da sua operação de purga no seio do partido no poder, o Zanu-PF, avança o Notícias ao Minuto.

"Queremos informar à nação de que progressos significativos foram alcançados no âmbito da nossa operação. Detivemos vários criminosos, enquanto outros continuam em fuga", disse o exército num comunicado publicado no jornal estatal The Herald.
Robert Mugabe e as forças armadas tiveram, ontem, uma reunião na sede da Presidência, com a mediação de um sacerdote e enviados do Governo da África do Sul. Ler mais (O País – 18.11.2017)

quinta-feira, novembro 16, 2017

Manuel de Araújo quer comissão de inquérito para assassinatos de políticos

O edil de Quelimane considera que os assassinatos são uma "estratégia" de "antigos militares" ligados à FRELIMO que visa eliminar fisicamente alguns políticos e afetar a imagem do Movimento Democrático de Moçambique.

Manuel de Araújo, membro do MDM, a segunda maior força da oposição, falou à DW África sobre a onda de assassinatos em Moçambique. O edil da cidade de Quelimane, que se mostrou revoltado, acusa o Governo, Parlamento e até mesmo os parceiros de cooperação de nada fazerem para parar esse fenómeno. 


DW África: Sente-se ameaçado com a onda de assassinatos de políticos?

Manuel de Araújo (MA): Sinto-me preocupado, porque a atuação dos esquadrões da morte tem trazido grandes preocupações em termos de segurança, não só para o cidadão Manuel de Araújo, mas para qualquer pessoa que ame Moçambique. E afugenta os investimentos estrangeiros, se se lembra da questão dos raptos em que muitos moçambicanos acabaram tirando o seu dinheiro de Moçambique e isso afeta bastante o desempenho da economia nacional. E agora temos este fenómenos dos assassinatos seletivos por parte dos esquadrões da morte. O que me preocupa é que nem o Governo de Moçambique, nem a Assembleia da República e muito menos os parceiros de cooperação estão a levar a sério esta atuação dos esquadrões da morte. O normal era já terem avançado com uma comissão de inquérito da parte do Governo, da parte do Parlamento e uma comissão da parte da comunidade internacional porque em Moçambique a nossa Constituição diz que não há pena de morte. Portanto, ninguém tem o direito de tirar a vida a outro. Eles querem recuperar os municípios, mas como sabem que por via popular não vão conseguir, então optam por outras vias, o assassinato das pessoas. Isto não é novo. E na FRELIMO é cultura, desde 1962. Eu tenho a lista de todos os que foram assassinados desde essa altura, como forma de resolver problemas. Portanto, a estratégia de usar a violência e assassinatos para resolver conflitos internos, dentro da FRELIMO, tem barbas brancas desde que a FRELIMO foi criada. Sempre houve assassinatos, até ao último dia 4 de outubro deste ano, em que foi assassinado Mahamudo Amurane.  Ler mais (Deutsche Welle – 16.11.2017)

Robert Mugabe recusa-se a abandonar o poder

Fonte dos serviços secretos do Zimbabwe disse à Reuters, citada pelo Expresso, que o ainda Presidente Robert Mugabe, impedido de sair de casa pelos militares, não quer deixar o cargo voluntariamente e recusou a mediação de um padre católico, único meio de contacto com os generais.
Ainda de acordo com o Expresso, conta a Reuters, citando uma fonte política, que o padre Fidelis Mukonori constitui nesta altura o único elo de ligação entre Mugabe e os generais que numa declaração transmitida pela televisão justificaram o assalto ao poder com a necessidade de capturar “criminosos” próximos do chefe de Estado, “que estão a causar sofrimento económico e social no país”.
Relatórios dos serviços secretos a que a Reuters teve acesso sugerem que o antigo chefe da segurança e vice-Presidente, Emmerson Mnangagwa, cuja demissão foi anunciada na segunda-feira, dia 6, será o arquiteto do golpe que começou a ser desenhado há mais de um ano.

segunda-feira, novembro 13, 2017

@Verdade Editorial: Não percamos o foco

Quando, há poucas semanas, assistimos ao Tribunal Judicial da Cidade de Nampula a condenar Manuel Tocova, edil interino de Nampula, pelo crime de desobediência, a reacção de todos foi de espanto e indignação. Sucede que, na história da Justiça moçambicana, não há registo de celeridade de um processo, à semelhança do que aconteceu com Tocova. Aliás, é sempre assim quando se trata de casos envolvendo indivíduos que não estão ligados ao partido no poder.
Foi impressionante a forma como os órgãos da justiça a nível de Nampula se desdobraram para condenar o edil interino acusado de recusar-se a fornecer documentos sobre exoneração de vereadores solicitados pelo Ministério Público. Ainda nesta semana, as notícias dando conta da prisão de Tocova, acusado de porte ilegal de arma de fogo, voltaram a causar espanto. É por demais evidente que a nossa Justiça anda enviesada e está ao serviço do regime da Frelimo para distrair o povo moçambicano dos reais problemas que preocupam a nação.

domingo, novembro 12, 2017

Assembleia de Nampula discute sucessão de Tocova

A Assembleia Municipal de Nampula reune-se segunda-feira em sessão extraordinária para eleger um novo presidente na sequência de uma carta na qual Manuel Tocova renuncia ao cargo de presidente do órgão, que vinha ocupando desde Fevereiro de 2014, informa AIM.

De acordo com fontes do “Diário de Moçambique”, citado pela AIM, Manuel Tocova submeteu à Assembleia Municipal de Nampula uma carta renunciando ao cargo.

Por força desta carta, na manhã de sexta-feira teve lugar na Assembleia Municipal local, uma reunião que visava concertar posições e marcação de uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira.

Na reunião, os 45 membros da Assembleia Municipal de Nampula vão eleger um novo presidente do órgão, significando deste modo que, independentemente de Tocova estar em liberdade, não mais voltará a exercer o cargo.

sábado, novembro 11, 2017

Candidaturas à eleição em Nampula arrancam em Dezembro

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) marcou para 2 a 16 de Dezembro de 2017 o período para apresentação de candidaturas para a eleição intercalar no município de Nampula.
O processo de divulgação das assembleias de voto irá até 25 dias antes da realização do sufrágio
Com o anúncio, há dias, de 24 de Janeiro de 2018 como data da realização das intercalares em Nampula, Paulo Cuinica reforçou que estão abertas as candidaturas a observadores, tanto nacionais como estrangeiros, e apelou aos interessados a que o fizessem a tempo.

Fonte: O País – 10.11.2017

Roque Silva, SG da Frelimo, tentando lubibriar aos munícipes de Nampula

É verdade que membros da Frelimo não andam com armas ilegais? Membros da Frelimo não alugam armas? Membros da Frelimo não matam os irmãos, membros da Frelimo condenam os que matam outros? Ver aqui.
De que Frelimo esse secretário-geral da Frelimo fala?Quantos em Moçambique choram por aqueles mortos por membros da Frelimo?

Se os erros discursivos de Manuel Tocova podem ser considerados pessoais e não partidários (com excepto de o Sg do MDM não ter mostrado indignação quando ele falou contra mulheres da Frelimo), será que é o mesmo com os do Roque Silva, Secretário-geral da Frelimo, partido que semeiou e semeia muito luto em Moçambique? De quem são os esquadrões da morte em Moçambique? 


Município de Nampula terá comissão de gestão até as intercalares

E depois da detenção do edil interino de Nampula, por posse ilegal de arma, Namashulua diz que a solução será a indicação de uma comissão de gestão do Município, até à eleição intercalar, agenda para 24 de Janeiro de 2018.
O edil interino de Nampula está detido desde quarta-feira. No cargo substituía o presidente do Conselho Municipal eleito, Mahamudo Amurane, assassinado a 4 de Outubro.

Fonte: O País – 10.11.2017

quinta-feira, novembro 09, 2017

Concordo com Bayano Valy

“Hoje os dois grupos de vereadores compareceram no edifício sede do município onde houve exaltação de ânimos. ..Parte do património do município está em lugar incerto. Além disso, não há, durante este período, controlo  das receitas de diferentes serviços.” In O País – 09.11.2017

Concordo com o Bayano Valy. Todos querem COMER ali e todos ou pelo menos na sua maioria são filhos do mesmo “pai”, o MDM. Portanto, o MDM tem que assumir a responsabilidade de gerir ESTE conflito entre seus membros. Simples.
P.S. Nisto aqui NÃO há nada de normal. VEREADORES são equiparados a MINISTROS. Imaginem, imaginem. Isto não se trata de um caso de funcionários simples. Para mim, o normal seria pedido de demissões ou recusa da nomeação.

Os premiados

Se a Fernanda Moçambique foi premiada por esconder votos no sutiã para eliminar o MDM num município pequeno como Gurue, como não se premiaria quem em 2009 conseguiu travar os avanços do MDM em maioriores círculos eleitorais como Nampula e Zambézia?

terça-feira, novembro 07, 2017

Ministério da Justiça e FBI investigam bancos envolvidos nas "dívidas secretas" de Moçambique

Investigadores querem saber se houve corrupção por parte de funionários moçambicano

O Ministério de Justiça dos Estados Unidos e o FBI, a polícia de investigação, estão a investigar os três bancos internacionais que estiveram envolvidos no caso das chamadas “dívidas secretas” de Moçambique
A investigação sobre os dois mil milhões de dólares cedidos pelo credor suíço Credit Suisse Group, o banco russo VTB Group e o banco Francês Paribas SA está na fase de inquérito, revelaram ao Walt Street Journal fontes bem informadas.
Os investigadores querem saber se os bancos em causa “facilitaram a corrupção de funcionários moçambicanos”
Os advogados da divisão especializada em lavagem de dinheiro e recuperação de activos do Ministério de Justiça reuniram-se no Verão com investidores que tinham vendidos títulos moçambicanos e solicitaram documentos e comunicações trocadas com os bancos.
Os funcionários do Ministério também se encontraram com os banqueiros e advogados do Credit Suisse e VTB, com sede em Londres, onde os negócios foram feito, para discutir as transações e as negociações com investidores e Moçambique, indicaram ao WST as mesmas fontes.
Recorde-se que em Abril de 2016, nas reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional em Washington o ministro das finanças de Moçambique admitiu que o Governo de Armando Guebuza contraiu empréstimos sem informar o Parlamento e os parceiros que, depois, vieram a confirmar rondar os dois mil milhões de dólares.
O FMI, o Banco Mundial e vários parceiros de Moçambique suspenderam a ajuda orçamental ao país e, mesmo depois da realização de uma auditoria internacional,não retomaram a ajuda.

Fonte: Voz da América – 06.11.2017

DAVIZ SIMANGO REAFIRMA REALIZAÇÃO DO CONGRESSO DO MDM EM NAMPULA

Na Zambézia, o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, reafirmou a realização em Nampula do segundo Congresso desta formação política.
Falando num comíco, Daviz Simango afirmou que o assassinato de Mahamudo Amurane, então Edil de Nampula, não vai impedir a realização do Congresso naquele ponto do país.
“Os nossos congressos realizam-se de cinco em cinco anos. Agora vamos fazer o segundo Congresso“ –disse o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango. 

Fonte: Rádio Moçambique – 07.11.2017

Intercalares em Nampula agendadas para 24 de Janeiro

O Conselho de Ministros fixou o dia 24 de Janeiro para a realização das eleições intercalares em Nampula. 

Nampula ficou sem o seu edil no passado quatro de Outubro, quando Mahamudo Amurane foi baleado mortalmente. 

Fonte: O País – 07.11.2017

Tocova muda de versão sobre seu paradeiro

Manuel Tocova, presidente interino do Município de Nampula, contradiz-se sobre o seu paradeiro e afirma não estar em parte incerta, como avançara ontem à Stv.
Tocova afirmou que estava a ser ameaçado de morte e detenção por parte de desconhecidos que o acusam de ter assassinado o edil de Nampula. O presidente interino do Município de Nampula acrescentou ainda que faziam de tudo para sujar o seu nome alegadamente por pensarem que seria candidato nas eleições intercalares.
Entretanto, hoje tem outro discurso e outros culpados. Falando à rádio pública, Tocova acusou certas pessoas de pretenderem fazer passar a imagem de Nampula como uma cidade sem Governo, e referiu que estava fora da cidade pura e simplesmente para tratar de assuntos familiares.
Na mesma ocasião, Tocova reafirmou que não tinha cometido erro algum ao nomear administradores e vereadores apesar de ter sido condenado pelo tribunal.

Fonte: O País – 07.11.2017

VICE-PRESIDENTE DO ZIMBABWE FOI DEMITIDO

O vice-presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, foi demitido, anunciou, esta segunda-feira, o ministro da Informação, Simon Khaya Moyo.
"O excelentíssimo Presidente Mugabe exerceu o seu poder para exonerar, com efeito imediato, o honorável vice-presidente Mnangagwa das suas funções de vice-presidente da República do Zimbabué", disse Khaya Moyo aos jornalistas, em Harare.
Emmerson Mnangagwa, de 75 anos, apelidado de "crocodilo", tem sido criticado nas últimas semanas por pessoas próximas ao Presidente Mugabe, incluindo a primeira-dama, Grace Mugabe, que o censurou por ter fingido ter sido vítima de uma tentativa de envenenamento em Agosto passado.
Os apoiantes do vice-presidente do Zimbabwe sugeriram, na altura, que a culpada da alegada tentativa de envenenamento seria a Primeira-dama, que desmentiu as alegações.
O ministro da Informação acrescentou que "ficou claro" que o comportamento de Emmerson Mnangagwa "durante o exercício das suas funções se tornou incoerente com as suas responsabilidades oficiais".
"O vice-presidente apresentou sistemática e constantemente falta de lealdade, desrespeito, desonestidade e falta de seriedade", explicou.
A sua demissão ocorre numa altura em que a guerra pela sucessão do Presidente de 93 anos se intensifica, apesar de Mugabe já ter anunciado que se candidatará a um novo mandato em 2018.

Fonte: Notícias a Minuto, in Rádio Moçambique – 07.11.2017